Moda consciente: reuso de roupas já é um ‘novo normal’ na vida dos brasilienses?

Os movimentos Slow Fashion e Eco Fashion (saiba mais abaixo) fazem, cada vez mais, parte do dia a dia dos brasilienses. Eles pregam uma mudança de cultura que pretende incentivar o pensamento sustentável e ajudar na preservação do meio ambiente, em todas as etapas de produção, levando em conta a importância do reuso e da reciclagem das roupas.

Os brechós e bazares fazem parte dessa “tendência” porque trabalham com a reutilização e a rotatividade das peças do vestuário. Em Brasília, as amigas, Carol Rosignoli e Ana Paula Gonçalves, sócias do brechó ”Desapaguei Bonito”, contam que entraram no ramo “para dar uma nova história para as peças paradas dentro do armário”.

Inaugurado há 7 anos, Carol diz que nos últimos dois anos de pandemia de Covid-19 a procura pelas peças do brechó aumentou. Ela cita alguns motivos para isso:

São uma alternativa à compra de peças novas, pela ideia da sustentabilidade estar cada vez mais popular, principalmente na geração mais jovem, mas também como reflexo econômico da pandemia”, diz Carol.

Para Mayton do Nascimento, dono do Brechó do Óculos”, a ideia do garimpo surgiu quando, na ótica da família dele, diversas armações ficavam ”encalhadas”. O jovem acredita que a maior vantagem dos brechós é a grande opção de produtos, alguns exclusivos, com qualidade e preços acessíveis.

O arte educador, “garimpeiro” e dono do “Berbório Brechó”, Marcelo Almeida, acredita que esse tipo de comércio permite “uma liberação artística dos curadores e clientes, por não estarem presos a um editorial de moda”.

A bióloga Renata Alves, consumidora declarada de roupas e acessórios “recicladas” conta que a curadoria dos brechós é o que mais a chama atenção e o que faz mais diferença na hora de comprar.

”Eu imaginava que as roupas dos brechós eram velhas e que fediam a mofo. Depois que comecei a frequentar, percebi que é totalmente o contrário, algumas parecem lojas de departamento e com curadorias excelentes”, diz Renata.

Para o artista visual Rafael Mota, comprar em brechó é uma alternativa econômica, além de ser uma compra sustentável.

“Estas mesmas roupas, caso não fossem comercializadas, seriam tratadas como lixo ou em um processo que contribui para poluição, como, por exemplo, a incineração”, diz Rafael.

O artista visual acredita que um bom brechó precisa ter uma grande diversidade de roupas, tecidos, estilos e tamanhos. “Brechós se tornaram populares, principalmente entre jovens, por conta de estarem em destaque nas redes sociais. O que é natural em um país com altíssimas taxas de imposto para produtos novos e, principalmente, para marcas famosas”, diz ele.

Fonte: G-1

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